quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Algumas novidades...


Oh, a vida continua muito difícil e estranha. O “Avô” morreu no dia 11 de Julho… Pensámos que era mesmo o fim da dona e o nosso, claro! Passou uma data de tempo sem falar, não comia, atrasava-se com as nossas refeições e, pior: não queria sair da cama!!! Que ano pavoroso, sinceramente!
O Verão não correu como das outras vezes, não. Bem que ansiávamos pelas idas à barragem e respectivos petiscos, mas nada!! Nem os novos habitantes da casa a faziam querer viver…
Sim, apareceram mais uma data de “inquilinos” para esta, já de si pequena, habitação. O Rufus, um cãozinho preto de pêlo cerdoso, veio no dia 10 de Abril, muito cabisbaixo, rosnento e desconfiado. Os “metralhinhas”, três pequenos gatinhos, muito raquíticos, em hipotermia, vieram no dia 21 de Abril, quinta-feira santa. Foi um achado da Ammaia que, na altura, andava com a mania dos sacos de lixo e encontrou um no rio Sever e não o largava. Claro, deu logo que havia “prenda”, a maluca!! São o Billy, o Benny e a Becky. Entretanto, e nas vésperas do desaparecimento do pai da generala, outra aquisição: a Missy!! Uma podengosa que parece filha da Zamba, com cerca de três meses e destino marcado para abate no Canil de Portalegre, chorosa, desgostosa mas com imensa energia…
A situação não ficou por aqui: “herdámos” o Brian, um boxer todo babão de quase cinco anos e mais quatro gatos, do “Avô”. Como se não bastasse, veio a Pipa, a Martinha e a Matilde, três simpáticas felinas, sendo as duas últimas a novidade do fim do mês de Setembro.
A horta conseguiu tirar a dona da alarmante letargia que não a deixava viver. Todas as manhãs, por volta das seis horas, lá ia ele com as suas galochas, voltando às 10.30 muito porquinha, terra a cair-lhe de todo o lado, incluindo cabelo, muito bronzeada, com caixas de tomate, beringelas, courgettes e feijão verde mas nada alegre. Mas já se mexia um pouco, o que já era uma esperança.
E fiz 14 anos!!! Afinal cheguei a mais um aniversário e benzinho de saúde. A dona, o tio Miguel e a tia Fernanda fizeram um almocinho muito especial, e só para mim: picanha assada no forno, com batatinhas e cebolinhas da nossa horta e chutney de tomate e maçã de chorar por mais. A entrada foi courgettes gratinadas com queijinho… Foi demais!!
Os outros não foram convidados desta vez, pois a generala decidiu que o dia era só, só meu. Dispensava era aquela cantoria parva dos “parabéns à Petrinha”, mas com as fatias de carne que me couberam, até aguentei muito bem e sempre bem disposta. Mas cansei-me imenso! A ida até Marvão para o almoço e tanto tempo fora de casa…

Um comentário:

Edgar Neves disse...

Querida Petra, lamento muito a perda do Avô e espero que toda a tua família esteja bem. Aproveito para te felicitar pelos teus 14 anos e desejar à Generala muita força para seguir em frente.
Beijocas e abraços da MAGUI.