Bem, voltei! O calor está aí e a generala já não me deixa andar na rua à vontade, justificando-se com o meu coração. Pois… Desculpas!
Estou farta de gozar: temos mais um elemento idiopático cá em casa!! E quem é? Quem é? A almiranta!!! Deu-lhe para isso, agora… Eheheh… Tem estado com humor de “humano”, que ninguém a atura, e resolveu ir ao médico. Eheheh… Está tipo Chakinha, com cistite idiopática!!! Não é demais???
Ora, o melhor mesmo é retomar a saga chamada “Ammaia”, porque se a patroa sonha que estou a divertir-me à custa dela, acabam-se todos os passeios, de certeza!!
Ora a mocinha foi crescendo, crescendo, crescendo… Tornou-se um monstro musculado, diria mesmo, blindado. Continua com aquele olhar muito infeliz, totalmente miserável, embora não se entenda porquê. Mesmo quando faz asneira, põe aquele “arzinho” de suprema infelicidade e esconde-se debaixo da peça de mobiliário mais próxima, o que ainda agrava mais a sua já péssima situação, pois acontecem cenas como mesas viradas e seus bibelots partidos, cadeiras voadoras e cabeçadas estrondosas.
Este olhar infeliz, muito, muito infeliz, desaparece com o cair da noite… Porque será?
Quando nos sentimos prontos para descansar nas nossas caminhas, ela decide entrar em grande actividade! E lá começa mais um delírio…
Pede para ir ao jardim, a dona abre-lhe a porta porque já não aguenta mais uma grande cavalgada pela casa, com tudo a abanar, e ela sai que nem um torpedo!
Em casa do “Avô”, em Marvão, a coisa era complicada. Eu explico:
O tempo ia passando e nada de Ammaia… E a generala quer deitar-se… E nós idem… E a Ammaia nada, na mesma! A dona chama… E, mais uma vez, nada! Exasperada, decidia ir em busca da desaparecida.
O jardim não tem luz na parte de cima, mas se procurássemos atentamente, conseguíamos vislumbrar uma mancha gigante branca deslocando-se em grande velocidade… De repente, qual filme de terror, do nada muito escuro surgia um monstro branco de olhar alucinado, raiado de sangue, e um enorme barrote de madeira atravessado na boca: a Ammaia encontrava-se em “fitness”!!
A generala, impaciente porque já era muito tarde, avançava… Ela recuava com o dito trambolho… A nossa mestra tentava encurralá-la, mas ela esquivava-se, nunca largando o monstruoso artefacto… E corre… E o trambolho era tão grande que batia em duas árvores, sendo a jovem projectada para trás com a violência do impacto… A cena prolongava-se durante um bom bocado. Até a dona se chatear muito a sério…
Enfim, parecem chegar a um acordo estratégico, mas muito pouco ortodoxo: a nossa humana corre e a safadinha persegue-a… “Alvo em movimento! Alvo em movimento!!”, é o que devia pensar. Mais uma corrida, desta feita até á porta de casa, e entravam as duas esfalfadas, uma irradiando felicidade, a outra da maneira do costume, ou seja, fervendo de fúria e assumindo lindas cores a condizer!! Eheheheh… Gand´animação!!!
E a Ammaia continuou a crescer, a crescer (e ainda cresce!) e com este descalabro de crescimento físico, também cresceu o seu amor pelo Mirinho!
O Mirinho que, coitado, neste momento não chega a um terço do tamanho dela… Os dois passam, normalmente, os dias em grandes confrontos físicos, afinfados nas bochechas um do outro, a correr em grande despique pela casa, o que , sinceramente, não dá muito jeito… E a dona, como não podia deixar de ser, passa-se completamente! E ameaça… Agora mudou um pouco o discurso, pois aqui não há nem canil, nem gatil, eheheh…
“Vocês querem que me vá embora, querem??? Parece!!! E depois quem vos dá comidinha? Sim, quem, quem?”
Acho que não vale a pena relatar tudo: passa pela hipótese de se mudar para uma tenda na quinta, pelo nosso abandono nesta casa perdida entre as montanhas, onde as trovoadas se sentem com maior intensidade… Nada que não seja o normal! E a correria, os estrondos provocados por objectos a cair continuam… E a nossa guru, prefere ir tomar uma bebida a Espanha!
Pessoalmente, acho a Ammaia uma seca! Não percebo porque é que a dona a quer, honestamente. Ocupa um espaço imenso… O ressonar dela é tão sonoro que não deixa ninguém dormir… Come que nem um Rafeiro do Alentejo! Pior, rumina!!! Rumina tudo!! Papel, canetas, edredons, mantas, arbustos, lenha, brasas, esfregões…
Continuarei noutro episódio! Afinal, esta minha “familiar” é tão grande, que bem merece uns três ou quatro episódios!! Fico muito cansada só de pensar em todas as desventuras desde que veio viver connosco…
3 comentários:
Minha querida Petra adoro ler as aventuras que tu escreves :-) que grande animação há sempre por aí :-) pelo menos não sofrem de tédio.
Muitos miminhos para ti e familia
A animação continua por terras alentejanas! Amiguinha Petra a Ammaia pode ser "volumosa", mas é um doce, não?
Boa Noite para todo o pessoal.
Finalmente alguém trás movimento e cor, ou melhor preto e branco a essa casa.
Uma cadela que tenha todo o sentido de o ser, só pode ter esse comportamento.
Eu imagino a falta que faço nesse lar. Essa miúda em minha companhia, seria a perfeita dupla em qualquer cena de Rambo em território minado.
Continua assim minha linda, porque a generala adora filmes de terror.
Bjs para todo o pessoal de Marvão da cadela disfarçada de podenga.
MAGUI
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