Um dia produtivo, é como o classifico!
Começou como todos os outros, o mesmo ritual: despertador, televisão, gatos, café, banho, discussão com gatos, número desigual de refeições... E choveu!!
O drama começou quando a generala chegou a casa... Não havia gás para o calorífero dos gatos! Um crime!! E a Misha não andou bem disposta todo o dia, por razões graves. O que é mau, muito mau!!
O Miro tinha "marcado" as três cestinhas que ela ocupa alternadamente, só para que mais ninguém as ocupe. Situação muito perigosa para o Miro, sobretudo quando ela descobriu que a cama da dona, seu último refúgio, se encontrava nas mesmas condições. Não há gata que aguente semelhante despautério, e a Misha então... Sobrou para ele, claro, primeiro da Mishinha e a seguir da dona... (Uma hora! Uma hora a ouvir: `É desta, Miro, é desta que vais para o canil!!", "Cão mau!!" "Estou farta!!" e por aí fora.)
O pior é quando tudo acalma, a cama foi mudada e a máquina de lavar ligada. "Miro, não foi com intenção! Nunca te poria num canil!!", "Tens de compreender que a dona está cansada...", bla, bla, e a seguir o refrão que se prolonga até ao dia seguinte: "Desculpas a dona? Desculpas??".
Muito fala esta mulher!! Fala, fala, fala... Horas a fio. E discute os filmes connosco, grandes cotoveladas nos nossos narizes, "Tás a ver a banhada, tás, Miro?". "Banhada??? Não conheço esta palavra. Será que vai dar comidinha da boa??", pensa o Miro já de pé, excitadíssimo, a abanar-se todo que nem um dançarino de mambo!!!
E em Marvão, naquela horinha de lazer depois de almoço, quando só apetece o silêncio daquela magnífica paisagem??? É quando lhe dá mais gás e brota palavras a uma velocidade indiscritível. Pobres tia Paula, tio Zé, Rui, etc... Sofrimento!!! O lado positivo é que assim nós, os nove, não nos sentimos tão sózinhos à mercê desta sujeita impiedosa!
Continuando, a Misha pediu que o calorífero fosse acendido, mas gás era grupo! Uuupppss... Perturbação! Pobre Miro! Coitados de todos! Ainda bem que não faço parte da lista!
Antes que a situação se descontrolasse, a dona correu a buscar uma "pluma". E voltou rápido, apesar de tudo: botija de gás, ração para gatos esterilizados, umas prendas de Natal e ... seis maravilhosas escovas de dentes de couro maciiiooo! Lindas, de cores diferentes, laranja, creme e verde, cheirosiiinhas...
O calorífero foi acendido para grande gáudio do clã felino (tão giro vê-los em fila indiana, ocupar cada um a sua almofadinha!). E nós à espera. Até que me foi dada uma escova de dentes verde, ao Nino uma creme e ao Miro, laranja.
Despachei a minha a grande velocidade e cheia de profissionalismo e roubei a do Nino, quando o glutão foi ver se apanhava a do Miro, pois uma "prenda" só nunca lhe chega. Quer sempre o que os outros têm, ele e o Mirinho idem . Mas a dona viu tudo e tirou-ma logo, colocando-a em cima da mesinha de apoio.
Aquilo da sofreguidão, dependência, subserviência e fidelidade cega, é para esquecer. Fui sôfrega, dependente, subserviente, pedinchona... Fiz uma birra monumental!!! Ela não cedeu. Chorei, rebolei-me, fiz olhinhos de "lombinhos de porco preto grelhado" e "castanhas assadas", mas não devo ter a técnica do Nino porque não resultou!!!
Jantámos, fomos à rua e eu sem esquecer aquela saborosa escova de dentes creme!!!
E começou o CSI... E a dona distraiu-se... E pimba!, escova de dentes creme na minha boca. A seguir, apanhei o que restava da do Miro. E soube que nem "secretos" de porco preto gralhados na lareira de Marvão!!! Agora estão os dois, Nino e Miro, amuados, em cima da cama da dona, focinhos entre as patas e olhos húmidos de revolta e tristeza, ansiando que ela repare que foram enganados e humilhados. Eheheh!!!
Azar!! Quero lá saber da solidariedade, eles só tinham de controlar o que é deles, mai nada!
Começou como todos os outros, o mesmo ritual: despertador, televisão, gatos, café, banho, discussão com gatos, número desigual de refeições... E choveu!!
O drama começou quando a generala chegou a casa... Não havia gás para o calorífero dos gatos! Um crime!! E a Misha não andou bem disposta todo o dia, por razões graves. O que é mau, muito mau!!
O Miro tinha "marcado" as três cestinhas que ela ocupa alternadamente, só para que mais ninguém as ocupe. Situação muito perigosa para o Miro, sobretudo quando ela descobriu que a cama da dona, seu último refúgio, se encontrava nas mesmas condições. Não há gata que aguente semelhante despautério, e a Misha então... Sobrou para ele, claro, primeiro da Mishinha e a seguir da dona... (Uma hora! Uma hora a ouvir: `É desta, Miro, é desta que vais para o canil!!", "Cão mau!!" "Estou farta!!" e por aí fora.)
O pior é quando tudo acalma, a cama foi mudada e a máquina de lavar ligada. "Miro, não foi com intenção! Nunca te poria num canil!!", "Tens de compreender que a dona está cansada...", bla, bla, e a seguir o refrão que se prolonga até ao dia seguinte: "Desculpas a dona? Desculpas??".
Muito fala esta mulher!! Fala, fala, fala... Horas a fio. E discute os filmes connosco, grandes cotoveladas nos nossos narizes, "Tás a ver a banhada, tás, Miro?". "Banhada??? Não conheço esta palavra. Será que vai dar comidinha da boa??", pensa o Miro já de pé, excitadíssimo, a abanar-se todo que nem um dançarino de mambo!!!
E em Marvão, naquela horinha de lazer depois de almoço, quando só apetece o silêncio daquela magnífica paisagem??? É quando lhe dá mais gás e brota palavras a uma velocidade indiscritível. Pobres tia Paula, tio Zé, Rui, etc... Sofrimento!!! O lado positivo é que assim nós, os nove, não nos sentimos tão sózinhos à mercê desta sujeita impiedosa!
Continuando, a Misha pediu que o calorífero fosse acendido, mas gás era grupo! Uuupppss... Perturbação! Pobre Miro! Coitados de todos! Ainda bem que não faço parte da lista!
Antes que a situação se descontrolasse, a dona correu a buscar uma "pluma". E voltou rápido, apesar de tudo: botija de gás, ração para gatos esterilizados, umas prendas de Natal e ... seis maravilhosas escovas de dentes de couro maciiiooo! Lindas, de cores diferentes, laranja, creme e verde, cheirosiiinhas...
O calorífero foi acendido para grande gáudio do clã felino (tão giro vê-los em fila indiana, ocupar cada um a sua almofadinha!). E nós à espera. Até que me foi dada uma escova de dentes verde, ao Nino uma creme e ao Miro, laranja.
Despachei a minha a grande velocidade e cheia de profissionalismo e roubei a do Nino, quando o glutão foi ver se apanhava a do Miro, pois uma "prenda" só nunca lhe chega. Quer sempre o que os outros têm, ele e o Mirinho idem . Mas a dona viu tudo e tirou-ma logo, colocando-a em cima da mesinha de apoio.
Aquilo da sofreguidão, dependência, subserviência e fidelidade cega, é para esquecer. Fui sôfrega, dependente, subserviente, pedinchona... Fiz uma birra monumental!!! Ela não cedeu. Chorei, rebolei-me, fiz olhinhos de "lombinhos de porco preto grelhado" e "castanhas assadas", mas não devo ter a técnica do Nino porque não resultou!!!
Jantámos, fomos à rua e eu sem esquecer aquela saborosa escova de dentes creme!!!
E começou o CSI... E a dona distraiu-se... E pimba!, escova de dentes creme na minha boca. A seguir, apanhei o que restava da do Miro. E soube que nem "secretos" de porco preto gralhados na lareira de Marvão!!! Agora estão os dois, Nino e Miro, amuados, em cima da cama da dona, focinhos entre as patas e olhos húmidos de revolta e tristeza, ansiando que ela repare que foram enganados e humilhados. Eheheh!!!
Azar!! Quero lá saber da solidariedade, eles só tinham de controlar o que é deles, mai nada!
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