A Maria pediu comidinha há pouco! Pela primeira vez desde quinta-feira passada, demonstrou algum interesse em comer sem ser forçada!! A dona gritaria de alegria, não fosse o perigo de a stressar. O stress é um monstro temido neste domus!!! Mas aliviou, pegando no telefone e falando com a irmã veterinária…
“A Maria já comeu um pouquinho!”. Pausa. A voz perde um pouco da euforia. “Mas, é bom, não é??”. Pausa. A voz esmorece mais um bocadinho… “Não é um bom sinal?”. Nova pausa. Voz embargada. “Sim, ok, não devo ter muita esperança… Mas é bom, não é??”. Fim de telefonema. Sem comentários!!
Alimentar a Maria de seringa estava a tornar-se aflitivo. Deve ser horrível forçar comida pela nossa faringe… Eu não gostaria mesmo nada.
A nossa menina veio ontem ao fim da tarde, muito combalida, escanzelada e com uma ligadura para evitar sangrar do sítio onde esteve o cateter.
A primeira coisa que fez, foi procurar o conforto do Simãozinho… E o Simas foi uma desilusão!! Rosnou, bufou e bateu-lhe, virando-lhe as costas de seguida! O olhar dela foi de partir o coração. Ansiosa pelo refúgio de um pêlo amigo e quentinho, foi escorraçada por todos aqueles felinos arrogantes, até que se deitou sobre as costas do Nininho, que a deixou ali descansar. (O Nino é mesmo um Senhor!)
A dona quis dar-lhe colinho, mas de humanos estava ela muito farta, pelo que preferiu o apoio amigo deste meu companheiro extraordinário.
Dormiu, dormiu muito… E começou a guerra das seringas de comida e de antibiótico!! Um espanto, aliás como toda a nossa “rotina” diária!! Fraquinha, fraquinha, mas ainda estrebucha. O resultado é digno de ser filmado: e vai seringadela de pasta renal, e a Maria cospe… Em posição estão o Nino, o Miro e o Binxas!! E porquê?? Porque a comida sai disparada em várias direcções e eles dão mortais e saltos recorde em altura e lá vão “petiscando” perante os impropérios indignados da dona, horrorizada com semelhante oportunismo!!! Demaaaiiisss!!!
O mesmo acontece com o antibiótico! Embora aqui a matriarca tenha protestado e dito que prefere a modalidade dos comprimidos, ninguém lhe deu ouvidos e o resultado é este: antibiótico na camisola e calças da dona, antibiótico também nos cabelos e nariz, antibiótico nos meus bigodes, nas paredes e quadros, nas portas dos armários… O Miro, o Nino e o Binxas sempre em posição, apanhando uns quantos farripos… Pergunto-me: “Entrará alguma ínfima parte dos 2,5ml naquela boquinha minúscula, mas muito grande em teimosia??”
Tem sido um delírio!! Outro delírio foi a segunda ida do lelito à FMV para os tais exames. Foi com a mana veterinária: “Ah, o Miro comigo não brinca! Tu é que deixas o menino fazer tudo!! Vais ver se não se porta bem comigo… Ai dele!...” Eheheh… “Valente!! Sempre quero ver.”, pensei. (A discussão mana-Miro começou logo no patamar, junto ao elevador, e só se deixou de ouvir quando o carro arrancou!)
Pois… Deve ter sido um espectáculo! Quando chegou a casa, quase petrificámos de estupefacção: duas ligaduras nas patas da frente, uma azul “cobalto” e outra rosa “ácido”… Mais castiço que nunca, com as suas orelhitas espantadas, olhitos alucinados, sempre mexendo, sempre arfante!!!
Explicação: a coisa foi de tal forma que não conseguiram tirar-lhe sangue dos ditos membros, que ficaram com hematomas; só das de trás e com muita luta!! Nem soubemos o resto dos pormenores… Foi coisa brava, pelo ar ainda mais esparvoado do Mirinho! Irradiava felicidade por todos as célulazinhas!!!
Eheheh… Ontem, quando a dona se queixava era “Ele ainda é um cachorro!!” Hoje: “Olhe lá, lá em casa não há Xanax??”
Nunca mais teremos paz e sossego??
“A Maria já comeu um pouquinho!”. Pausa. A voz perde um pouco da euforia. “Mas, é bom, não é??”. Pausa. A voz esmorece mais um bocadinho… “Não é um bom sinal?”. Nova pausa. Voz embargada. “Sim, ok, não devo ter muita esperança… Mas é bom, não é??”. Fim de telefonema. Sem comentários!!
Alimentar a Maria de seringa estava a tornar-se aflitivo. Deve ser horrível forçar comida pela nossa faringe… Eu não gostaria mesmo nada.
A nossa menina veio ontem ao fim da tarde, muito combalida, escanzelada e com uma ligadura para evitar sangrar do sítio onde esteve o cateter.
A primeira coisa que fez, foi procurar o conforto do Simãozinho… E o Simas foi uma desilusão!! Rosnou, bufou e bateu-lhe, virando-lhe as costas de seguida! O olhar dela foi de partir o coração. Ansiosa pelo refúgio de um pêlo amigo e quentinho, foi escorraçada por todos aqueles felinos arrogantes, até que se deitou sobre as costas do Nininho, que a deixou ali descansar. (O Nino é mesmo um Senhor!)
A dona quis dar-lhe colinho, mas de humanos estava ela muito farta, pelo que preferiu o apoio amigo deste meu companheiro extraordinário.
Dormiu, dormiu muito… E começou a guerra das seringas de comida e de antibiótico!! Um espanto, aliás como toda a nossa “rotina” diária!! Fraquinha, fraquinha, mas ainda estrebucha. O resultado é digno de ser filmado: e vai seringadela de pasta renal, e a Maria cospe… Em posição estão o Nino, o Miro e o Binxas!! E porquê?? Porque a comida sai disparada em várias direcções e eles dão mortais e saltos recorde em altura e lá vão “petiscando” perante os impropérios indignados da dona, horrorizada com semelhante oportunismo!!! Demaaaiiisss!!!
O mesmo acontece com o antibiótico! Embora aqui a matriarca tenha protestado e dito que prefere a modalidade dos comprimidos, ninguém lhe deu ouvidos e o resultado é este: antibiótico na camisola e calças da dona, antibiótico também nos cabelos e nariz, antibiótico nos meus bigodes, nas paredes e quadros, nas portas dos armários… O Miro, o Nino e o Binxas sempre em posição, apanhando uns quantos farripos… Pergunto-me: “Entrará alguma ínfima parte dos 2,5ml naquela boquinha minúscula, mas muito grande em teimosia??”
Tem sido um delírio!! Outro delírio foi a segunda ida do lelito à FMV para os tais exames. Foi com a mana veterinária: “Ah, o Miro comigo não brinca! Tu é que deixas o menino fazer tudo!! Vais ver se não se porta bem comigo… Ai dele!...” Eheheh… “Valente!! Sempre quero ver.”, pensei. (A discussão mana-Miro começou logo no patamar, junto ao elevador, e só se deixou de ouvir quando o carro arrancou!)
Pois… Deve ter sido um espectáculo! Quando chegou a casa, quase petrificámos de estupefacção: duas ligaduras nas patas da frente, uma azul “cobalto” e outra rosa “ácido”… Mais castiço que nunca, com as suas orelhitas espantadas, olhitos alucinados, sempre mexendo, sempre arfante!!!
Explicação: a coisa foi de tal forma que não conseguiram tirar-lhe sangue dos ditos membros, que ficaram com hematomas; só das de trás e com muita luta!! Nem soubemos o resto dos pormenores… Foi coisa brava, pelo ar ainda mais esparvoado do Mirinho! Irradiava felicidade por todos as célulazinhas!!!
Eheheh… Ontem, quando a dona se queixava era “Ele ainda é um cachorro!!” Hoje: “Olhe lá, lá em casa não há Xanax??”
Nunca mais teremos paz e sossego??