Fomos a Marvão, no fim de semana. Só no fim de semana, já que a casa continua em obras!! Estamos ainda a dormir e entram estranhos, muitos, para fazer montes de barulho… E nós ajudamos, oh, oh… Ladramos furiosamente atrás da porta que isola os quartos, rosnamos muito profissionalmente… e somos agredidos com pantufas, almofadas, roupões, tudo o que estiver à mão… E captam-se gritos abafados, como se alguém tivesse a cabeça dentro dos cobertores, ou assim… “Petra, senão te calas, passas por cabrito para a Páscoa!!! Sim, porque o Miro nem para coelho bravo dá!” Afinal, nem são oito da manhã!...
O objectivo é alcançado: o movimento deste lado, começa. Idas e vindas repletas de recriminações e ameaças, levam-me ao êxtase!! Tudo isto só e sempre quer dizer uma coisa: vamos passar o dia inteiriiinhooo fora de casa!
A primeira etapa é ir ao café. Adoro! Enquanto a chefinha toma o dito estimulante para acalmar, eu estou no paraíso… Eu e a minha pedra, acabadinha de apanhar! Ninguém que passe por ali resiste aos meus apelos para que a atirem... Pelo menos uma vez! Eheheh… Vida boa!!
Compramos os queijos no sr.B… Queijinhos bons de vários tipos… Picantes e não picantes… Para o avô, para a amiga SOS nº1, para … Porque é que a dona não gosta de queijo??? Será castigo? É que eu adoooorooo!!!
Espanha! Adoro ir a Espanha! Por onde ando, só oiço: “Guapa!!, “Muy guapa!!”… Enfim, o que tem que ser… Passeamos, cheirinhos novos em cada esquina, o Nino e o Miro engolem tortilha de batata nas esplanadas, eu encontro uma pedra novinha em folha, … Qualidadeeee!!!
E a quinta??? Não sei de que estão à espera, sinceramente. Mas fomos lá três vezes!! Tanto espaço, tanta pedra, tanta ribeira… tanto calor! Um cansaço louco!!! Corremos, brincámos, corremos… Foi mesmo uma correria infernal! A certa altura tive que procurar uma sombrinha para me deitar. Isto da cabeça ser nova, mas o coração velho, é muito injusto!
O jantar de sexta-feira foi muito pobrezinho: um vulgar bitoque, mas o almoço e o jantar de sábado… Ao almoço foi borrego assado com batatinhas fritas… A salada dispenso! O jantar foi divinal: topos de porco de montado alentejano… Ainda salivo, tão saborosos estavam. Que escolha de qualidade, que confecção digna dos deuses!!! Domingo, sandes de carne assada e mai nadinha! Pindéricos! Não querem viajar pesados, dizem… Podem sentir-se mal dispostos, afirmam… Sobretudo ela, que volta e meia enjoa!!! E anda tudo às suas ordens, caramba. Então, e nós??? Somos cães???
Apesar de tudo, continuamos num quase céu: a Páscoa ainda não acabou! O Mirinho pensava que só se celebrava o Natal e o aniversário da dona. Desconhecia que há outras ocasiões e a surpresa ainda o pôs mais idiopático, se é que tal é possível. Nem dorme, o palerma, só a pensar no que está guardado no frigorífico.
A dona trouxe cabrito para o almoço de Domingo e desde aí que o desgraçado do lelito guarda zelosamente a cozinha. Ele, a Maria e o Binxas tecem planos para um assalto perfeito, mas cheira-me que desta vez não terão sorte nenhuma!
Já houve bronca, mesmo com todos os cuidados da nossa matriarca. Esta tarde, ouviu-se um estrondo, vindo da cozinha e corremos todos para lá. Todos? Não!! Faltavam a Maria, o Binx e o Mirito, claro! Então, o que tinha acontecido?
A Maria conseguiu cair dentro do saco do lixo, sabe-se lá como, já pronto para seguir para os contentores, e este, por sua vez, caiu do sítio onde a dona o alcandorou!! O Binx, do parapeito da janela dava-lhe apoio moral: “Vá, Maria, vai lá, que eu vigio!! Amigos para sempre, ouviste?”. O Miro aguardava pacientemente pelo momento da “partilha” do produto…
A dona, sem ainda se ter apercebido da dimensão da afronta, pega no saco e… sai de lá a Maria toda “embrulhadinha” em restos de folhas de grelos, cascas de cebola, tomate e, para dar o toque final, montes de maionese… Beuhhh… Que nojeira! E o espalhafato, com ameaças de despejo, “…não, tenho melhor, minha menina: asso-te juntamente com aquele cadáver que ali está, coitadinho!!!” A parte do “coitadinho” derrete-me! Foi um drama rápido, pois havia muita coisa por fazer, começando por "limpar" a Maria.
O cabrito já assou, mas o Miro continua deitado frente ao forno, feito parvo, a “comer” o cheirinho que de lá sai… Acho que vai ali passar a noite, na ilusão. Ainda não percebeu que seguirá tudo para casa do “Avô”? É sempre o destino de tanta iguaria.
Estou a ser injusta, pois desde ontem que andamos todos a celebrar. A dona fez um arrozinho de miúdos de cabrito cá para o pessoal que até faz vir lágrimas aos olhos… E aqueles pedacinhos de queijo de Nisa que se derretem na boca??? Huuummm…
Amanhã, pode ser que haja mais um festim para nós…
O objectivo é alcançado: o movimento deste lado, começa. Idas e vindas repletas de recriminações e ameaças, levam-me ao êxtase!! Tudo isto só e sempre quer dizer uma coisa: vamos passar o dia inteiriiinhooo fora de casa!
A primeira etapa é ir ao café. Adoro! Enquanto a chefinha toma o dito estimulante para acalmar, eu estou no paraíso… Eu e a minha pedra, acabadinha de apanhar! Ninguém que passe por ali resiste aos meus apelos para que a atirem... Pelo menos uma vez! Eheheh… Vida boa!!
Compramos os queijos no sr.B… Queijinhos bons de vários tipos… Picantes e não picantes… Para o avô, para a amiga SOS nº1, para … Porque é que a dona não gosta de queijo??? Será castigo? É que eu adoooorooo!!!
Espanha! Adoro ir a Espanha! Por onde ando, só oiço: “Guapa!!, “Muy guapa!!”… Enfim, o que tem que ser… Passeamos, cheirinhos novos em cada esquina, o Nino e o Miro engolem tortilha de batata nas esplanadas, eu encontro uma pedra novinha em folha, … Qualidadeeee!!!
E a quinta??? Não sei de que estão à espera, sinceramente. Mas fomos lá três vezes!! Tanto espaço, tanta pedra, tanta ribeira… tanto calor! Um cansaço louco!!! Corremos, brincámos, corremos… Foi mesmo uma correria infernal! A certa altura tive que procurar uma sombrinha para me deitar. Isto da cabeça ser nova, mas o coração velho, é muito injusto!
O jantar de sexta-feira foi muito pobrezinho: um vulgar bitoque, mas o almoço e o jantar de sábado… Ao almoço foi borrego assado com batatinhas fritas… A salada dispenso! O jantar foi divinal: topos de porco de montado alentejano… Ainda salivo, tão saborosos estavam. Que escolha de qualidade, que confecção digna dos deuses!!! Domingo, sandes de carne assada e mai nadinha! Pindéricos! Não querem viajar pesados, dizem… Podem sentir-se mal dispostos, afirmam… Sobretudo ela, que volta e meia enjoa!!! E anda tudo às suas ordens, caramba. Então, e nós??? Somos cães???
Apesar de tudo, continuamos num quase céu: a Páscoa ainda não acabou! O Mirinho pensava que só se celebrava o Natal e o aniversário da dona. Desconhecia que há outras ocasiões e a surpresa ainda o pôs mais idiopático, se é que tal é possível. Nem dorme, o palerma, só a pensar no que está guardado no frigorífico.
A dona trouxe cabrito para o almoço de Domingo e desde aí que o desgraçado do lelito guarda zelosamente a cozinha. Ele, a Maria e o Binxas tecem planos para um assalto perfeito, mas cheira-me que desta vez não terão sorte nenhuma!
Já houve bronca, mesmo com todos os cuidados da nossa matriarca. Esta tarde, ouviu-se um estrondo, vindo da cozinha e corremos todos para lá. Todos? Não!! Faltavam a Maria, o Binx e o Mirito, claro! Então, o que tinha acontecido?
A Maria conseguiu cair dentro do saco do lixo, sabe-se lá como, já pronto para seguir para os contentores, e este, por sua vez, caiu do sítio onde a dona o alcandorou!! O Binx, do parapeito da janela dava-lhe apoio moral: “Vá, Maria, vai lá, que eu vigio!! Amigos para sempre, ouviste?”. O Miro aguardava pacientemente pelo momento da “partilha” do produto…
A dona, sem ainda se ter apercebido da dimensão da afronta, pega no saco e… sai de lá a Maria toda “embrulhadinha” em restos de folhas de grelos, cascas de cebola, tomate e, para dar o toque final, montes de maionese… Beuhhh… Que nojeira! E o espalhafato, com ameaças de despejo, “…não, tenho melhor, minha menina: asso-te juntamente com aquele cadáver que ali está, coitadinho!!!” A parte do “coitadinho” derrete-me! Foi um drama rápido, pois havia muita coisa por fazer, começando por "limpar" a Maria.
O cabrito já assou, mas o Miro continua deitado frente ao forno, feito parvo, a “comer” o cheirinho que de lá sai… Acho que vai ali passar a noite, na ilusão. Ainda não percebeu que seguirá tudo para casa do “Avô”? É sempre o destino de tanta iguaria.
Estou a ser injusta, pois desde ontem que andamos todos a celebrar. A dona fez um arrozinho de miúdos de cabrito cá para o pessoal que até faz vir lágrimas aos olhos… E aqueles pedacinhos de queijo de Nisa que se derretem na boca??? Huuummm…
Amanhã, pode ser que haja mais um festim para nós…