O nosso descanso nocturno acabou. Extinguiu-se! Kaput!!
Não, não é só o vento. A intempérie até que tem corrido bem… Apesar do frio e do desagradável que está para passear!
A paixão do Binx pela Maria está muito exacerbada. E a Maria é uma oferecida! Ele mia, chama-a, morde-lhe o pescoço e ela deixa e arrulha e isso. Claro que o Binx se entusiasma e abusa: aí ela assanha-se, rosna, mas não se afasta muito, não. Mas nós não nos importamos. Ou não nos importaríamos se o grosso do namoro fosse de dia…
O Binx, teimoso, decidiu que à noite é mais romântico, mais privado… E chovem os chinelos da dona, os peluches todos e ainda as almofadas da cama. E a cena dura, dura, dura… Os chinelos, os peluches e as almofadas são apanhados, mas novamente arremessados, num crescendo de fúria... E ninguém dorme!! Será que ainda não descobriram que estão esterilizados???
A Maria foi acolhida em Agosto de 2005. Muito pequenina, desidratada e esfomeada, foi retirada de uma casa devoluta (a proprietária faleceu) em Marvão, onde se encontrava há dias sem comer ou beber… Foi um salvamento célebre! Inesquecível, mesmo!! Meteu GNR, amigos, primos da “falecida”, funcionários da pousada e alguns hóspedes… Imagino o aparato! Mais um momento embaraçante!!
É uma gatinha cinzenta tigrada, de olhos ora amarelos, ora esverdeados. Não cresceu muito, talvez por não ter tido a mãe muito tempo: tinha 15/20 dias quando a adoptámos. Foi baptizada Maria Ibn Maruán, em homenagem ao fundador de Marvão.
O primeiro, e penso que único, objectivo da Maria (na altura não se conseguia perceber se era menina ou menino) foi seduzir o Simão!! Paixão assolapada e duradoura, logo ao primeiro olhar. Mal recuperou as forças, era ver aquele “ratinho”, dedicadamente, sempre atrás dele, a brincar com a cauda dele, a dormir a poucos centímetros dele, sempre à espera de um convite de aproximação... E conseguiu um belo pai adoptivo!!
A Maria só vê o Simão… quando não anda na parvoeira com o Binxas. A rapariga é muito “oferecida” com os machos, sejam os seus ou os meus congéneres. Com a dona não quer grande coisa. Olha-a sempre a uma certa distância, com curiosidade do tipo “De onde virá semelhante ser?”, só se aproximando quando é hora de comer, ou quer beber água (mas no lavatório da casa de banho), ou se a dona tem comida "caseira" entre mãos…
Há um dito cá em casa: “ A Maria, quando caça não rouba… Quando rouba não caça…” Aplica-se a Marvão o não roubar porque caça, e a Alfragide o não caçar porque rouba tudo o que pode! Como é que um bichinho tão pequenino consegue ser tão mortífero??? Tão rápido e sorrateiro?? Tão.. tão... felino???
A jovem é muito determinada e de valores muito felinos. O Simão é o seu mentor, o seu guru, nós, a sua família querida e a dona é uma humana perfeitamente dispensável, não fosse a necessidade de comer à borla, de abrir uma torneira para beber ou acender o calorífero nos dias frios!
A Maria é o verdadeiro GATO cá de casa. Felina até às profundezas da sua alma.
É bom viver com alguém que tem a certeza do que é!!
Não, não é só o vento. A intempérie até que tem corrido bem… Apesar do frio e do desagradável que está para passear!
A paixão do Binx pela Maria está muito exacerbada. E a Maria é uma oferecida! Ele mia, chama-a, morde-lhe o pescoço e ela deixa e arrulha e isso. Claro que o Binx se entusiasma e abusa: aí ela assanha-se, rosna, mas não se afasta muito, não. Mas nós não nos importamos. Ou não nos importaríamos se o grosso do namoro fosse de dia…
O Binx, teimoso, decidiu que à noite é mais romântico, mais privado… E chovem os chinelos da dona, os peluches todos e ainda as almofadas da cama. E a cena dura, dura, dura… Os chinelos, os peluches e as almofadas são apanhados, mas novamente arremessados, num crescendo de fúria... E ninguém dorme!! Será que ainda não descobriram que estão esterilizados???
A Maria foi acolhida em Agosto de 2005. Muito pequenina, desidratada e esfomeada, foi retirada de uma casa devoluta (a proprietária faleceu) em Marvão, onde se encontrava há dias sem comer ou beber… Foi um salvamento célebre! Inesquecível, mesmo!! Meteu GNR, amigos, primos da “falecida”, funcionários da pousada e alguns hóspedes… Imagino o aparato! Mais um momento embaraçante!!
É uma gatinha cinzenta tigrada, de olhos ora amarelos, ora esverdeados. Não cresceu muito, talvez por não ter tido a mãe muito tempo: tinha 15/20 dias quando a adoptámos. Foi baptizada Maria Ibn Maruán, em homenagem ao fundador de Marvão.
O primeiro, e penso que único, objectivo da Maria (na altura não se conseguia perceber se era menina ou menino) foi seduzir o Simão!! Paixão assolapada e duradoura, logo ao primeiro olhar. Mal recuperou as forças, era ver aquele “ratinho”, dedicadamente, sempre atrás dele, a brincar com a cauda dele, a dormir a poucos centímetros dele, sempre à espera de um convite de aproximação... E conseguiu um belo pai adoptivo!!
A Maria só vê o Simão… quando não anda na parvoeira com o Binxas. A rapariga é muito “oferecida” com os machos, sejam os seus ou os meus congéneres. Com a dona não quer grande coisa. Olha-a sempre a uma certa distância, com curiosidade do tipo “De onde virá semelhante ser?”, só se aproximando quando é hora de comer, ou quer beber água (mas no lavatório da casa de banho), ou se a dona tem comida "caseira" entre mãos…
Há um dito cá em casa: “ A Maria, quando caça não rouba… Quando rouba não caça…” Aplica-se a Marvão o não roubar porque caça, e a Alfragide o não caçar porque rouba tudo o que pode! Como é que um bichinho tão pequenino consegue ser tão mortífero??? Tão rápido e sorrateiro?? Tão.. tão... felino???
A jovem é muito determinada e de valores muito felinos. O Simão é o seu mentor, o seu guru, nós, a sua família querida e a dona é uma humana perfeitamente dispensável, não fosse a necessidade de comer à borla, de abrir uma torneira para beber ou acender o calorífero nos dias frios!
A Maria é o verdadeiro GATO cá de casa. Felina até às profundezas da sua alma.
É bom viver com alguém que tem a certeza do que é!!